quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Confusão do agora

Falar com ele me faz mal, me pesa 100kg nas costas, na cabeça [...] na cama.
Contar da minha vida pra ele acaba com meu mistério solteiro. 
Mostra a simplicidade do meu dia-a-dia que poderia ser tão complexo se ele não soubesse.
Deixar ele próximo me desaba. Corrompe tudo que tenho. De "à flor da pele" fico em carne viva.
Sussurro, falo, choro, fraquejo, sangro, durmacordo.
Tudo é pecado com ele ao telefone. Apedrejo minh'alma ao ressoar confissões.
"Proibida! Está proibida, ouviste?"
Mas o que fazer com aquele que me humilha, me ama, me faz arder na vontade do erro de deixar tudo pra trás e (re)correr para ele?]
Faz. Simplesmente, faz. Nunca me explicarei, nem para mim, nem a ninguém.
"Não tente." Não entendo a melancolia do agora.


Já faz algum tempo.
 
Créditos: Ana Rosa Domingues

1 comentários:

Anônimo disse...

Ao ler este texto... percebo que ele tem o dom de fazer isso com todas... incenso... um café... as confissões do cotidiano, os desabafos...um conquistador contemporâneo....